Como é ser YouTuber?

Expliquei em um vídeo, o motivo de ter escolhido o nome “Pai mesmo” pro meu canal/blog. Uma das coisas que não falei, foi que essa história de querer gravar vídeos pra internet já existia dentro de mim desde muito tempo. Na verdade, talvez se eu tivesse tido algum incentivo, ou tivesse insistido na investida, hoje eu poderia estar em outra realidade. Maaaas… nunca saberei o que poderia ter acontecido. Só sei que hoje, depois de alguns anos, com mais recursos, apoio da minha família e principalmente sem algumas barreiras psicológicas que eu tinha até pouco tempo, consegui iniciar isso que já acredito estar no meu sangue a algum tempo.

Mas e aí, Danilo. Você leva a sério esse negócio de YouTuber? É um trabalho, agora?

Sim. Eu levo a sério. E não, não é um trabalho ainda. Tenho um buzilhão de atividades todos os dias. Trabalho, estudo, academia (segunda eu volto… sério…), filho, esposa, brincadeira com o filho, brincadeira com a esposa (!), gravar vídeo, editar vídeo, ouvir música, ver animes, ler livro…

Por conta do canal, aprendi (ou reaprendi) a usar algumas redes sociais para as quais eu não dava atenção. Twitter, Instagram, Snapchat (nada de nudes, esse é um blog de família! rs)… Tudo isso pra mim é “novidade” de novo e estou reaprendendo. Dormir está cada vez mais raro e a vontade de querer fazer um pouquinho de cada coisa e aproveitar cada minuto, vai me consumindo.

A um tempo atrás, resgatei uns vídeos antigos… lá de 2010. O Danilo daquela época gravou sem óculos, sem aparelho nos dentes, e com uma câmera emprestada sendo segurada pelo meu irmão (por isso tremia tanto, caspita!). Eu estava indo para a Campus Party, um dos maiores eventos nerd do Brasil, com direito a barraca para acampar e tudo mais. Nesse dia, queria falar um pouco sobre como ia ser essa experiência.

Percebi que ali eu não tinha algumas preocupações que tenho hoje, com a iluminação, o som e o cenário.

Por outro lado, outros cuidados eu tive. O assunto estava delimitado e havia um roteiro coeso, com início, meio e fim.

Hoje eu vejo a molecada muito ligada nos “YouTubers Teen”, que são esses novinhos com canais de desafios e Vlogs de dia a dia, etc e tal. Muitos criticam esse tipo de Canal, por dizer que são canais que não acrescentam nada e que deviam fazer algo mais produtivo.

Eu mesmo esses dias recebi um comentário no YouTube dizendo que meu canal era fraco, pela quantidade de inscritos.

Como eu disse, aprendi muito desde que comecei no YouTube. Basta assistir os primeiros vídeos do canal e comparar com o vídeo 101, que está indo ao ar agora. Certamente se você chegar aqui um tempo depois, vai ver algo melhor ainda. E isso é importante pra mim. Quanto aos outros YouTubers que eventualmente fazem um sucesso absurdo com conteúdo “raso” ou “sem valor agregado”, a questão é que existe público pra tudo e a galerinha que assistia TV e esperava pra ver Pânico ou Zorra Total, hoje está no YouTube consumindo conteúdo OnDemand e não há nada que possamos fazer contra isso. Eu vou continuar aqui, fazendo meu conteúdo com a melhor qualidade possível e ignorando os Hatters, que eu imaginei que demorariam mais a aparecer.

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Pai Mesmo

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