Não vivemos sozinhos

Uma das coisas mais importantes que temos em nossas vidas são as amizades que criamos e levamos.

Eu sou um cara relativamente quieto e na minha. Não sou daqueles que enchem barzinho em aniversário ou que têm milhares de amigos nas redes sociais. Sou reservado e às vezes todo esse meu jeito me faz parecer um pouco grosso. Minha esposa até diz que não entende como eu consigo ter amigos sendo desse jeito.

Depois do canal, do blog e de outros acontecimentos na minha vida, acredito que eu amadureci um pouco e hoje estou um pouco mais comunicativo, mesmo sem ter uma câmera ligada na minha frente e a expectativa se o meu próximo vídeo terá 10 ou 10 mil visualizações.

Por que estou dizendo tudo isso? Estou dizendo essas coisas por que eu e a minha pitoca não temos círculos de amizade muito grandes e até um tempo atrás, pelo menos pra mim, antes de puxar papo ou tentar fazer amizade com alguém, eu ficava muito tempo pensando e analisando coisas do tipo “Não vou fazer amizade com ele agora… quase não o conheço”.

Tem um pouco do padrão masculino nessa história também. Lembro que quando tinha programação do dia dos pais na escola do pitoco, a pitoca me perguntava o que tinha acontecido quando eu chegava em casa e eu dizia o que tinha acontecido de atividade. Ela sempre me perguntava se eu falei com alguém, se puxei papo, que conversa rolou.

Assim, pessoal… Encontro de pais não rola conversa. A não ser que os pais já se conheçam. Mães fazem amizade, puxam papo, falam da vida… homens entram, fazem o que tem que fazer e vão embora. Simples assim.

Maaaas… mesmo com toda essa “reserva”, os pitocos ajudam um pouco a quebrar o gelo e aproximar pessoas que normalmente não se aproximariam. Isso sem falar da família. Não é nem um pouco de exagero dizer que a minha relação com minha mãe, por exemplo, ficou muito melhor depois que meu pitoco nasceu. E isso não tem a ver exclusivamente com o fato de às vezes eu pedir pra ela ficar com ele pra gente conseguir fazer alguma coisa, mas o assunto desse post passa por isso sim.

Essa semana aconteceram várias coisas envolvendo ou não o pitoco e eu tive que pedir algumas “ajudas” para anjos salvadores. Sinceramente se existir esse esquema da lei do retorno, ou eu fiz muita coisa boa ultimamente ou estou em tanta dívida com o universo que não vou conseguir pagar tão cedo.

Algumas coisas que eu lembro:

  • Minha mãe me ajudou para que eu pudesse ir em um evento do trabalho que aconteceu depois do horário. Nesse dia choveu tanto que me atrasei absurdamente. Mesmo assim fui e ela ficou com o pitoco até beeeem tarde pra eu puder ficar tranquilo.
  • Eu perdi a chave de casa e os vizinhos aqui do meu prédio nos acolheram (eu e o pitoco) para que eu pudesse me organizar e ir no trabalho da minha esposa buscar a chave reserva. Obs.: Minha esposa trabalha a noite, então era isso ou esperar até de madrugada na soleira da porta até ela chegar.

  • O pneu do carro furou. Até aí beleza, só pegar o step e trocar, certo? Certo SE o seu step não estiver acorrentado embaixo do carro e a chave da corrente quebrar DENTRO do cadeado. Postei a foto que tirei do pitoco quando vimos que o pneu estava murcho no instagram, mas só consegui andar com o carro mesmo depois que um outro vizinho me ajudou, me levando de carona até o borracheiro para arrumar o pneu. Agora vou atrás de algum lugar pra serrar/cortar o cadeado que ainda mantém o meu step seguro contra furtos e infelizmente também contra o próprio dono.
  • Encontrei algumas passagens aéreas em promoção para Minas. Haverá uma corrida lá em dezembro e eu estou inscrito. O problema é que a única forma de pagamento aceita, era cartão de crédito e eu estava sem. Um amigo do trabalho me fez a gentileza de emprestar o dele e a passagem está comprada/marcada.

Devem ter mais coisas que poderiam entrar nessa lista, e até estranhos tiveram que me ajudar mais de uma vez essa semana também, por conta de eu estar sozinho com o pitoco em lugares públicos (veja esse vídeo, que fala de uma dessas situações).

O fato é que tudo isso me fez lembrar o fato de que nós vivemos em sociedade, e que vez ou outra, vamos precisar de ajuda ou ter oportunidade de ajudar pessoas que estejam próximas a nós. Se fechar dentro de uma ostra não é uma opção válida e nós devemos nos policiar para ser mais sociáveis, assim como treinar nossos pitocos para que eles também o sejam.

[]s

Pai Mesmo

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