Sing – Quem canta seus males espanta

Fui com o pitoco assistir a animação Sing – Quem canta seus males espanta.

Foi a primeira vez que levei o pitoco pra assistir um filme em uma sala 3D. Ele não entendeu muito os óculos, mas ficou uma boa parte do filme com eles. Difícil foi convence-lo a devolver os óculos depois da sessão. Ele realmente achou que o moço do cinema tinha dado de presente pra ele. hehe

Sing é uma animação da Illumination. Mesmo estúdio criador do “Meu malvado favorito” e da animação “Pets – A vida secreta dos bichos”. O que pra mim, já trouxe um pouco de dúvidas, já que gostei muito do primeiro e simplesmente não consegui gostar do segundo.

Trata-se da história de um coala chamado Buster Moon, dono de um teatro que, a beira da falência, resolve montar um show de música no estilo “The Voice” para tentar conseguir dinheiro, pagar um empréstimo no banco e não perder o teatro que é o sonho da sua vida.

A qualidade gráfica, de cores, texturas e iluminação do filme são realmente muito boas. Diria até impecáveis. Mas o filme deixa a desejar um pouco no roteiro. Indico ele bem para crianças um pouco maiores, apesar de um filme cheio de bichinhos remeter justamente ao contrário. Talvez com uns 8 ou 9 anos, a criança já consiga entender melhor e passar bem pela parte monótona do filme. No meio do filme meu pitoco pediu pra ir pra casa assistir outro desenho. Pois é… Ficou bem chato mesmo por um tempo, mas depois melhorou.

A primeira coisa a se entender é que Sing não é um Musical, mas sim um filme sobre músicas e cantores. Isso faz diferença, pois quando você assiste um filme “Musical”, a história se desenvolve e as músicas aparecem no meio dela para que ela faça sentido. Pra mim, Frozem e High School Musical são filmes musicais. Escola de Rock é um filme sobre música, assim como Sing. Os personagens não cantam sua vida e sua história, mas vivem uma história para poder cantar.

A tradução desse tipo de filme muitas vezes faz perder algumas nuances e as crianças e adultos que não falam inglês, ficam sem entender algumas partes das músicas ou das piadas visuais que aparecem por conta delas. Um exemplo é uma hora em que algumas coelhinhas começam a cantar “Oh my gosh! Look at her but!” e a camaleoa de uns 200 anos, assistente do dono do teatro, fica envergonhada com a frase. Claro que no cinema, só quem sabia que a coelhinha estava dizendo pra olhar pra a “bunda”, é que pegou o motivo da expressão diferente de Moon e de sua assistente.

A única música que é traduzida, é uma música “autoral” de uma porco-espinho chamada Ash. As outras músicas, são já conhecidas e por isso resolveram manter a música original, o que foi bem legal.

O filme ainda trata de alguns assuntos bem interessantes, como um casamento que está sufocado pela rotina, um filho que não quer seguir os passos do pai, um namoro que acaba durante a competição, uma elefanta que canta muito, mas que tem vergonha de aparecer em público e um ratinho malandro. No entanto, a forma com a a Illumination tratou esses assuntos ainda foi meio “seca” e “direta”. Realmente pra mim pareceu mais um filme de adolescente que foi feito com animaizinhos para atrair um público mais infantil. Falta um pouco do tato que a Pixar tem bem mais na minha opinião para incluir temas mais complexos nas tramas de desenhos infantis.

Para os adultos, ficam referências como o avô da elefanta Meena, que para mim foi claramente inspirado no Babar do desenho que assistia quando era criança e uma música do Rouge, que aparece sendo cantada por alguns personagens secundários, fazendo todos os adultos da sala cairem na gargalhada.


Bem melhor que Pets, mas deixando a desejar se comparado ao Meu Malvado favorito, indico o filme para crianças um pouco maiores que o meu pitoco (que tem quase 4 anos) e para adultos que como eu, gostam de filmes de animação até hoje. ˆˆ”

Abaixo você pode conferir o trailer oficial do filme que ainda está em cartaz.

[]’s

Pai Mesmo

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Sobre paimesmo

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