São Longuinho, são Longuinho, se eu achar meu pitoco dou 3.5000 pulinhos!

Sempre quando eu perco alguma coisa (e isso é relativamente comum), fica aquela sensação de emburrecimento me cutucando. Algo falando no meu subconsciente: “como você é burro! nunca sabe onde coloca as coisas! deixa de ser idiota!”. E assim eu vou ficando mais e mais nervoso, andando em círculos pela casa ou indo e voltando a lugares que passei no trabalho sem raciocinar direito, por vezes inclusive esquecendo o que estava procurando. Isso definitivamente só atrasa para que eu encontre o que perdi.

Se isso acontece procurando a carteira, a chave do carro ou o bilhete do ônibus, imagina o que passa na cabeça de um pai quando perde de vista uma criança? Pode ser numa feira livre, no mercado, no parque ou no shopping, não interessa. Basta um descuido e lá se foi o jovem desbravador, perdido entre os corredores, gôndolas, araras e barracas de praia. Ele normalmente nunca recebeu orientações sobre o que fazer caso se perca e quando se dá conta de que está perdido, pode ter inúmeras reações.

Já vi crianças que simplesmente nunca percebem que estão perdidas. Logo arranjam um novo amiguinho e imaginam que todo e qualquer adulto é amigo dos pais dele também. Então tanto faz, vamos lá ficar jogando bola até que os pais ou responsáveis apareçam desesperados, só pra encontrar a criança que faz aquela cara de “ué… mas eu só estava aqui brincando”.

Um outro tipo, mais linha dura, ao perceber que está perdido lança do “putz… meu pai falou pra não ir longe. Agora onde ele está? Vou me voltar e encontra-lo”. E aí caga tudo. Continua andando, sem pedir ajuda. Essa atitude muitas vezes faz com que a criança acredite erroneamente que vai voltar pra onde os pais estão, quando na verdade só está indo pra mais longe e tornando uma possível busca mais difícil.

Já outro tipo, mais emotivo, ao perceber que os pais saíram do campo de visão, imediatamente começam a chorar desesperados. Essa criança pelo menos chama a atenção. O que também pode ser um problema, pois alguém mal intencionado pode identificar isso e se aproveitar da situação.

Conversando essa semana com algumas pessoas no trabalho, percebi que essas três reações tem algo em comum. Normalmente nós sempre falamos pras crianças, o que elas não devem fazer para que não se percam. Mas nunca orientamos sobre o que devem fazer ou tomamos precauções para o caso de elas se perderem. Quando a criança é menor, não tem jeito. Acho que a melhor “prevenção” é colocar aquelas pulseiras de identificação com os nomes dos pais, telefone e se estiverem viajando, nome do hotel (não sou muito a favor daquelas “coleiras” que alguns pais usam nas crianças, mas cada um sabe o filho que tem, né? rs).

Para crianças maiores, vale a pena conversar. Decorar nomes e telefones, além de referências. Na praia, aquele prédio diferente ou o número do quiosque mais próximo podem servir. Orientar também que ao se perceber perdido, devem procurar ajuda de alguma autoridade. Policiais ou salva-vidas são mais confiáveis do que qualquer “pessoa estranha” na rua.

Enfim… é melhor sempre tentar a prevenção e “treinar” as crianças para agir nessas situações. Como eu sempre falo, as crianças não são tontas e temos que prepara-las para situações fora da nossa bolha de proteção.

Mas e aí? O que você acha?

[]’s

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