Ser pai divorciado e a dor que as despedidas causam

Sempre soube que ser pai separado é lidar com despedidas, mas esse final de semana doeu mais que o “normal”

Quando decidi pelo pedido de divórcio, doeu muito. Doeu pois já eram 10 anos da minha vida investidos em um relacionamento no qual eu não via mais valor. Doeu pois o elemento mais importantes da equação, meu filho, pesava demais pra um dos lados. No fundo eu sabia que não seria feliz se mantivesse a minha vida como estava. E se eu não fosse feliz, como meu filho seria?

Quantos casamentos falidos nós vemos perdurar com a “âncora” dos filhos. Quantos deles geram pessoas tristes, amarguradas e ressentidas. Quando você vê, passaram 20, 30 anos… e a vida passou… e já que não fui feliz até agora, que sentido faz querer isso depois de tanto tempo?

Não… não consigo pensar diferente. A decisão foi a melhor, dadas as circunstâncias. Mas ainda assim dói! Dói ver meu filho triste, indo embora pra casa da mãe e dizendo que quer ficar mais… dói ver que tenho poucos dias pra estar com ele e tudo que eu queria era cuidar… Tudo que eu queria era a dificuldade de acordar 06h da manhã no frio e troca-lo ainda dormindo pra ir à escola. Tudo que eu queria era ouvir a reclamação e o choro quando vamos cortar a unha do pé… Tudo que eu queria era brigar pra mandar pro banho, escovar os dentes, pentear o cabelo… Tudo que eu queria era ele aqui, como era antes. Eu e ele. Pai e filho.

Hoje ouvi uma música e chorei… Essa música nem falava de pais e filhos, mas sim de como alguém canta pra lua, esperando que lá longe, outra pessoa esteja pensando nele também. Sei que você pensa em mim, filho. Sei que do seu jeito infantil, você traça planos e estratégias para ficarmos mais tempo juntos. Hoje você não consegue entender os motivos e eu também não consigo te explicar, mas um dia você vai entender. Um dia estaremos em uma sacada olhando a lua juntos e eu poderei te contar todas as histórias, que nesse momento serão engraçadas.

Sei que meu rosto está molhado agora como muitas vezes o seu já esteve em meus braços por um joelho ralado, ou por um galo na testa. Mas essa dor é mais aguda. Sinto como se o oceano estivesse todo encima de mim e eu não conseguisse respirar. Só consigo imaginar como deve ser sentir a mesma coisa aos 8 anos de idade e que não deve ser fácil. Mas vamos passar por isso juntos (mesmo que à distância, por enquanto).

Por enquanto vou lidando com essas despedidas. Com a dor física que sinto toda vez que te abraço e te ouço dizendo “Não me esmaga, pai!”. E eu te esmago… aperto até o ar sair dos pulmões… como se dessa forma, um pedaço de você ficasse comigo por mais tempo. Como se assim a dor diminuísse um pouco.

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